terça-feira, 9 de junho de 2015

Renda máxima exigida para o Fies será reduzida

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou nesta terça-feira (9) que o MEC vai reduzir o teto de renda familiar máxima permitida em novos contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

O teto da renda familiar atual é de 20 salários mínimos. Mas, segundo o ministro, 92% dos contratos de financiamento foram assinados com estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos. Janine Ribeiro afirmou que é "muito exagero" uma família com R$ 14 mil de renda financiar curso superior com juros subsidiados pelo Tesouro. Apesar disso, ele reconheceu que uma família com esse perfil "não é uma família rica, muito longe disso".

Ele citou como exemplo um pai e uma mãe com vários filhos, e um deles matriculado em um curso medicina. Nesse caso, segundo ele, a renda pode ficar muito comprometida com o pagamento da mensalidade.

Entretanto, apesar desses casos pontuais, Janine Ribeiro explicou que a remodelagem do programa será feita para privilegiar estudantes com renda familiar mais baixa, residentes fora dos grandes centros e que estejam em carreiras específicas com alta demanda de mão-de-obra qualificada, como engenharia, medicina e pedagogia.

Prioridade para médicos, engenheiros e professores

O ministro confirmou nesta manhã, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, que os novos contratos vão priorizar a formação de professores, engenheiros e profissionais de saúde.

"Decidimos priorizar as três grandes prioridades anunciadas pela presidente Dilma: a formação de professores para educação básica, necessitamos investir pesadamente na educação básica, é uma das grandes prioridades do MEC; o país precisa aumentar a produtividade, então prioridade também nas engenharias e aos cursos de perfil análogo; e por último, o país precisa melhorar a saúde, portanto prioridade aos cursos de saúde", explicou o titular da Educação no Senado.

Fonte: g1.com.br 

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