O ministro da
Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou nesta terça-feira (9) que o MEC vai reduzir o teto
de renda familiar máxima permitida em novos contratos do Fies (Fundo de
Financiamento Estudantil).
O teto da renda
familiar atual é de 20 salários mínimos. Mas, segundo o ministro, 92% dos
contratos de financiamento foram assinados com estudantes que têm renda
familiar de até três salários mínimos. Janine Ribeiro afirmou que é "muito
exagero" uma família com R$ 14 mil de renda financiar curso superior com
juros subsidiados pelo Tesouro. Apesar disso, ele reconheceu que uma família
com esse perfil "não é uma família rica, muito longe disso".
Ele citou como exemplo
um pai e uma mãe com vários filhos, e um deles matriculado em um curso
medicina. Nesse caso, segundo ele, a renda pode ficar muito comprometida com o
pagamento da mensalidade.
Entretanto, apesar
desses casos pontuais, Janine Ribeiro explicou que a remodelagem do programa
será feita para privilegiar estudantes com renda familiar mais baixa,
residentes fora dos grandes centros e que estejam em carreiras específicas com
alta demanda de mão-de-obra qualificada, como engenharia, medicina e pedagogia.
Prioridade para
médicos, engenheiros e professores
O ministro confirmou nesta manhã, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, que os novos contratos vão priorizar a formação de professores, engenheiros e profissionais de saúde.
"Decidimos priorizar as três grandes prioridades anunciadas pela presidente Dilma: a formação de professores para educação básica, necessitamos investir pesadamente na educação básica, é uma das grandes prioridades do MEC; o país precisa aumentar a produtividade, então prioridade também nas engenharias e aos cursos de perfil análogo; e por último, o país precisa melhorar a saúde, portanto prioridade aos cursos de saúde", explicou o titular da Educação no Senado.
Fonte: g1.com.br
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