quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Sobral: obras no centro geram reclamação dos comerciantes

Três grandes obras são tocadas simultaneamente. Além da internalização da rede elétrica, o asfalto está sendo substituído por blocos de concreto e as calçadas estão sendo alargadas. Tudo isso para oferecer mais conforto e comodidade para quem vai ao centro, sobretudo para os pedestres.

As obras fazem parte do projeto Sobral Novo Centro, que pretende revitalizar o sítio histórico da cidade. Ao todo serão investidos cerca de 14 milhões de reais. Os recursos estão garantidos através de programas dos governos federal e estadual.

No Brasil, os centros estão sendo esvaziados pela falta de valorização das pessoas que circulam nele. E é isso que Sobral está buscando, minimizar esses impactos de desvalorização das áreas centrais, garantindo que o pedestre tenha prioridade nesse processo de circulação no centro”, justificou a secretária de urbanismo de Sobral, Gisela Gomes.

O problema, segundo os lojistas do centro, é a demora na execução dos serviços. A internalização da rede elétrica, principal obra da qual dependem as outras duas, está atrasada. Deveria ter sido concluída em dezembro do ano passado. Para os comerciantes, essa demora significa prejuízos.

A secretária de urbanismo explicou que o atraso se deve a própria complexidade da obra. “A internalização teve problemas de situações que não estavam previstos no projeto e nós tivemos algumas áreas onde as obras tiveram que ser paralisadas para que o projeto pudesse ser refeito”, disse Gisela Gomes, que ressaltou ainda que a troca do pavimento e retificação dos passeios estão rigorosamente dentro dos prazos previstos.

Outro ponto bastante criticado pelos empresários é a nova largura das calçadas. Na rua Menino Deus, por exemplo, o espaço por onde circulam os veículos foi reduzido para dar lugar ao passeio público e as vagas de estacionamento serão limitadas. Os comerciantes temem que as mudanças afastem os clientes.

No trecho que vai da Menino Deus até a Joaquim Ribeiro é caracterizado pelo comércio pesado. Ele necessita de estacionamento, principalmente carga e descarga”, explicou o empresário Adalto Filho.

O presidente da câmara de dirigentes logistas, Augusto Pontes, reconhece o que chamou de esforço do poder público para revitalizar o centro da cidade, mas promete cobrar mais agilidade na execução do cronograma das obras.

O que nós queremos é que haja um compromisso firme do poder público em agilizar o término dessas obras. Essa é a grande demanda da CDL”, afirmou Pontes, que solicitou uma reunião com o prefeito Veveu Arruda para discutir o assunto.

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