Três
grandes obras são tocadas simultaneamente.
Além da internalização da
rede elétrica, o asfalto
está sendo substituído por blocos de concreto e as calçadas estão
sendo alargadas. Tudo
isso para oferecer mais conforto e comodidade para quem vai
ao centro, sobretudo para os
pedestres.
As
obras fazem parte do projeto Sobral Novo Centro, que pretende
revitalizar o sítio histórico da cidade. Ao todo serão investidos
cerca de 14 milhões de reais. Os recursos estão garantidos através
de programas dos governos federal e estadual.
“No
Brasil, os centros estão sendo esvaziados pela falta de valorização
das pessoas que circulam nele. E é isso que Sobral está buscando,
minimizar esses impactos de desvalorização das áreas centrais,
garantindo que o pedestre tenha prioridade nesse processo de
circulação no centro”, justificou a secretária de urbanismo de
Sobral, Gisela Gomes.
O
problema, segundo os lojistas do centro, é a demora na execução
dos serviços. A internalização da rede elétrica, principal obra
da qual dependem as outras duas, está atrasada. Deveria ter sido
concluída em dezembro do ano passado. Para os comerciantes, essa
demora significa prejuízos.
A
secretária de urbanismo explicou que o atraso se deve a própria
complexidade da obra. “A internalização teve problemas de
situações que não estavam previstos no projeto e nós tivemos
algumas áreas onde as obras tiveram que ser paralisadas para que o
projeto pudesse ser refeito”, disse Gisela Gomes, que ressaltou
ainda que a troca do pavimento e retificação dos passeios estão
rigorosamente dentro dos prazos previstos.
Outro
ponto bastante criticado pelos empresários é a nova largura das
calçadas. Na rua Menino Deus, por exemplo, o espaço por onde
circulam os veículos foi reduzido para dar lugar ao passeio público
e as vagas de estacionamento serão limitadas. Os comerciantes temem
que as mudanças afastem os clientes.
“No
trecho que vai da Menino Deus até a Joaquim Ribeiro é caracterizado
pelo comércio pesado. Ele necessita de estacionamento,
principalmente carga e descarga”, explicou o empresário Adalto
Filho.
O
presidente da câmara de dirigentes logistas, Augusto Pontes,
reconhece o que chamou de esforço do poder público para revitalizar
o centro da cidade, mas promete cobrar mais agilidade na execução
do cronograma das obras.
“O
que nós queremos é que haja um compromisso firme do poder público
em agilizar o término dessas obras. Essa é a grande demanda da
CDL”, afirmou Pontes, que solicitou uma reunião com o prefeito
Veveu Arruda para discutir o assunto.

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